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Por desordem e discriminação, Paysandu será julgado pelo STJD na próxima quarta-feira (19)

14 JUL 2017
14 de Julho de 2017

O Paysandu foi notificado nesta sexta-feira (14), pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pelo episódio de desordem e atos considerados homofóbicos da extinta torcida Terror Bicolor contra a Torcida Alma Celeste.

No documento emitido pelo STJD, o julgamento está marcado para a próxima quarta-feira (19), às 15h, na sede da entidade, no Rio de Janeiro (RJ).

O episódio não foi citado na súmula do árbitro da partida contra a Luverdense-MT, porém o órgão utilizou imagens divulgadas pela imprensa e denunciou não somente o clube bicolor, mas também o árbitro da partida, Jean Pierre Gonçalves de Lima.

O Papão está incluso no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e caso seja punido, o Papão pagará uma multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além da perda de mando de campo, que pode chegar até dez partidas.

A represália envolvendo a torcida Alma Celeste também incluiu o Papão no artigo 243, de praticar ato discriminatório relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.

Neste artigo, o Papão corre o risco de pagamento de multa, além de perder pontos na Série B do Campeonato Brasileiro.

ENTENDA O CASO

A torcida Alma Celeste, uma das principais do Paysandu, adotou uma campanha contra a homofobia no futebol, com direito a estender uma bandeira GLBT na partida contra o Santos-SP, na Copa do Brasil, em Belém.

O ato foi reconhecido pela mídia nacional, o que rendeu destaque e méritos a torcida, porém a principal organizada do Paysandu, extinta pela justiça em 2004, ameaçou membros da Alma Celeste, que apoiaram a campanha contra a homofobia.

Após ameaças, membros da extinta Terror Bicolor entraram em confronto com a Alma Celeste no último dia 30 de junho, após a partida entre Paysandu X Luverdense-MT, no estádio da Curuzu.

A partida já tinha sido encerrada quando o fato ocorreu.

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